
Global Imagens/ Vitor Cupertino
Em 2004 eram mais de 800, dez anos depois, o número não vai além dos 650 funcionários. O Instituto Nacional de Estatística tem vindo a perder recursos humanos e tem cada vez mais dificuldade em conseguir preencher os lugares.
A falta de formação especializada dos candidatos, ou falta de incentivos, com ordenados que não superam os 1.200 euros brutos, estão na origem do problema.
As dúvidas quanto ao futuro são muitas, apesar de por agora a falta de pessoal não se refletir na qualidade do trabalho.
No Dia Mundial da Estatística, a TSF conversou com a presidente do INE. Alda Caetano de Carvalho não esconde que «tem sido um dos grandes problemas que temos tido. As pessoas são atraídas por outros organismos. Vão ganhar mais».
Alda Caetano de Carvalho percebe os motivos de quem abandona o INE. «Vão para lugares de chefia, para reguladores ou entidades públicas com remunerações superiores. Nós não temos margem nenhuma de negociação em relação aos ordenados».
A presidente do INE garante que «até agora nenhum trabalho deixou de ser feito por falta de pessoal, mas há muitos trabalhos que são feitos com muitos sacrifícios dos funcionários».
No entanto, a perda de quadros não se reflete nem na quantidade nem na qualidade dos trabalhos ali produzidos. «Até agora houve sempre qualidade, mas no futuro se continuarem a sair e não forem substituídos, vamos estar numa situação muito delicada», confessou Alda Caetano de Carvalho.