Direção da PSP apresenta queixa ao MP contra agentes do aeroporto de Lisboa, sindicato fala em "exagero"

Créditos: Tiago Petinga/EPA (arquivo)
Em causa pode estar o crime de abandono de funções, algo que Paulo Santos, presidente da ASPP, garante que não aconteceu
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) considera "exagerada" a queixa da direção nacional da PSP contra alguns agentes do aeroporto de Lisboa. O jornal Público escreve que a queixa foi apresentada ao Ministério Público contra agentes que abandonaram as boxes do aeroporto, para participarem num plenário. Em causa pode estar o crime de abandono de funções.
Ouvido pela TSF, o presidente da ASPP, Paulo Santos, garante que não houve qualquer abandono. Por isso, considera "exagerado" o auto de notícia entregue no Ministério Público.
"Dá a sensação que os polícias estavam lá com o propósito de cometer um crime, mas não foi isso que se passou. Foi apenas o exercício da liberdade sindical, que está plasmado na nossa lei sindical e que tem que ver com a participação numa reunião de carácter sindical. Toda a gente foi para o seu posto de trabalho, quando foi solicitado. Antes mesmo do término do plenário, quando se dirigiram ao local de trabalho, não houve qualquer problema, comunicaram a sua participação superiormente e atempadamente a quem tem a responsabilidade hierárquica direta", explica à TSF Paulo Santos.
O presidente da ASPP entende esta "iniciativa" da direção nacional da PSP "como algo que pretende justificar ou condicionar a intervenção sindical". "Vamos aguardar pelo resultado do processo", sublinha, assegurando estar tranquilo.
Paulo Santos adianta também que já avisou o gabinete jurídico da ASPP no caso de os agentes precisarem de apoio. "Estamos plenamente confortáveis e preparados para apoiar todos os colegas", garante, referindo que em causa estão "cinco, seis ou sete" agentes.
O jornal Público lembra que o crime de abandono de funções pode ser punido com uma multa ou uma pena até um ano de prisão.