Eduardo Lourenço defende respeito pela Constituição e recusa uma «nova revolução»
O pensador Eduardo Lourenço defendeu que só o respeito pela Constituição é consentâneo com a indignação dos portugueses que estão a sofrer, recusando «movimentos incontrolados» ou uma «nova revolução».
«Uma Europa à procura de um caminho unificador e um país humilhado e continuamente à espera de um milagre» são algumas das notas que Eduardo Lourenço deixou esta tarde, durante mais uma edição dos Animados Almoços Ânimo, na Associação 25 de abril, em Lisboa.
Perante antigos militares e obreiros da revolução, o pensador e ensaísta confessou não ser um homem de abril, mas alguém que se reinventou por acreditar num modelo de sociedade diferente.
Confiante de que a crise actual será ultrapassada, Eduardo Lourenço deixou no entanto críticas à forma o país tem sofrido humilhações.
Para o também professor, a saída para Portugal não passa por uma nova revolução, mas antes pelo respeito pela Constituição.