Apesar de haver menos 21 por cento de ocorrências criminais nas escolas, a GNR vai reforçar as acções junto dos estabelecimentos escolares para prevenir os efeitos da crise.
A GNR tenciona reforçar as acções, sobretudo preventivas, junto das escolas ao longo do ano lectivo, que arranca na próxima quinta-feira.
A força policial alerta que a falta de bens de primeira necessidade em muitas famílias, devido aos tempos de crise económica, pode ter reflexos nos estabelecimentos de ensino.
«Estamos empenhados em aumentar o número de horas e de acções para criar um ligação mais forte com a comunidade escolar para que esses problemas não aconteçam», disse o tenente coronel Jorge Amado, chefe operacional da GNR.
Explicou ainda que «o clima económico é mais propenso a actividades ilícitas por grupos que circulam dentro e fora da escolas».
A GNR apresentou o balanço do programa Escola Segura, sublinhando que, no último ano lectivo, houve uma diminuição de cerca 22 por cento das ocorrências criminais no meio escolar. Ou seja, houve menos 290 casos do que no ano lectivo 2009/2010.
O tenente coronel Jorge Amado diz que, apesar de não haver um perfil exacto sobre quem provoca actos de violência, as circunstâncias repetem-se.
A violência «está mais ligada a crianças que levam armas brancas para a escolas. É mais propenso interagirem com outros alunos e a criarem situações de ameaça à integridade física. Não há um perfil exacto, as situações são variadas do norte a sul do país».
A partir de quinta-feira, e durante uma semana, a GNR vai estar junto das escolas para transmitir conselhos sobre segurança e informar a comunidade sobre o funcionamento do programa Escola Segura.