
A ideia é reforçar as áreas mais carenciadas: cancros da mama, próstata, hérnia discal, anca e cataratas. Ministério da Saúde incentiva hospitais com investimento extra de 22 milhões de euros. A presidente da associação dos administradores hospitalares diz ter sido apanhada de surpresa pela medida.
O Ministério da Saúde promete investir mais 22 milhões de euros nos hospitais para aumentar, até ao final do ano, o número de cirurgias realizadas no Serviço Nacional de Saúde.
O objetivo é fazer mais 16 mil operações nas áreas que o Governo considera "mais carenciadas": cancros da mama e próstata, hérnia discal, artroplastia da anca e cataratas.
A portaria que cria o Plano de Intervenção em Cirurgia (PIC) foi publicada esta tarde em Diário da República. A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), tutelada pelo ministério, explica que estas áreas têm tido cada vez mais procura nos últimos anos.
A ideia do executivo é gastar os 22 milhões de euros previstos no Plano entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2015 para evitar "riscos de incumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos" nestas cirurgias.
Para aumentarem o número de doentes atendidos, os hospitais têm de candidatar-se ao financiamento extra previsto no Plano de Intervenção em Cirurgia. A seleção dos hospitais abrangidos será feita pelas Administrações Regionais de Saúde com base em critérios como o tamanho das listas de espera para cirurgia.
Ouvida pela TSF, Marta Temido, presidente da associação dos administradores hospitalares, diz estar surpreendida com a medida.
Apesar de ainda não ter analisado a portaria como deve ser, a medida é de saudar, diz Marta temido, mas causa dificuldades em termos do periodo a que se propõe ser realizada.