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O Governo vai reforçar a partir de março o atendimento nos consulados de Londres, Paris, Estugarda, Genebra e na Venezuela, identificados como «os casos mais complicados» na rede consular.
De acordo com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, os centros de atendimento de Londres e de Paris vão ser reforçados e vão ser criados novos "call-centers" nos restantes locais.
«O Governo tem estado a estudar medidas para reforçar o atendimento consular», recordou o secretário de Estado, que identificou os casos de Londres, Paris, Estugarda, Genebra e Venezuela como «os mais complicados» em termos de falta de capacidade de resposta aos pedidos dos emigrantes.
Os novos trabalhadores vão iniciar funções entre março e abril, já tendo em conta o aumento de trabalho que ocorre normalmente em maio e junho, antes das férias de verão.
Para Londres, deverão entrar quatro novos funcionários e em Paris o centro será reforçado com mais três pessoas.
Em Estugarda, será criado um centro de atendimento, que deverá receber três trabalhadores, enquanto o consulado de Genebra será reforçado e passará a ter um "call-center" com «três a cinco funcionários», disse o governante.
Os postos da Venezuela terão, pelo menos, três novos funcionários, no mesmo regime de contratação externa através dos "call-centers" que o Governo já tinha implementado em Londres, Paris e São Paulo.
Os trabalhadores destas estruturas «fazem um contacto direto por telefone ou email com os emigrantes, introduzem dados e apoiam os trabalhadores do quadro do ministério [dos Negócios Estrangeiros] nas diversas ações», explicou José Cesário, permitindo «libertar muito trabalho que normalmente é feito pelos funcionários do quadro». «Só não podem finalizar os atos consulares», ressalvou.
Cesário disse ainda que foi autorizado, «excecionalmente», que os trabalhadores do consulado de Londres tenham horário contínuo, sem interrupção fixa para almoço, de forma a responder às necessidades de atendimento.