
Henrique Granadeiro na comissão de inquérito ao negócio PT/TVI
Lusa
Na comissão de inquérito ao negócio PT/TVI, o presidente da Portugal Telecom afirmou-se ainda como a «pílula do dia seguinte» desta questão.
O presidente da Portugal Telecom afirmou que não se lembra quem sugeriu Rui Pedro Soares para administrador da empresa em 2006 como não se lembra quem propôs os restantes 24 membros do conselho de administração da empresa.
«Não posso responder-lhe com precisão. Não me recordo, foi há bastante tempo e não me parece que esse caso merecesse em 25 uma consideração tão especial quanto isso», afirmou Henrique Granadeiro.
Respondendo a uma pergunta formulada pela deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, na comissão de inquérito ao negócio PT/TVI, o presidente da PT admitiu que falou com o Estado «sobre tinha oposição em relação aquela lista em fase de constituição».
Henrique Granadeiro lembrou ainda que na altura em que a lista para este conselho de administração foi formada «não houve nenhuma manifestação de vontade contra ou de interrogação em relação à nomeação de Rui Pedro Soares».
O presidente da PT confirmou ainda que as negociações do lado do Estado foram conduzidas pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, «com quem invariavelmente me relacionava no tratamento das questões relacionadas com a golden share».
Questionado na comissão de inquérito ao negócio PT/TVI, este responsável da PT afirmou ainda que «se se confirmarem as suspeitas que estão pendentes sobre Rui Pedro Soares, o maior surpreendido da história sou seguramente eu».
Comentando o facto de Zeinal Bava se ter assumido como pai da ideia do negócio da compra da TVI por parte da PT, Henrique Granadeiro assumiu-se como a «pílula do dia seguinte desse negócio».
Após ter-se assumido contra este negócio, o presidente da PT confessou ter saído aliviado de uma reunião a 25 de Junho com os administradores quando percebeu que este negócio não tinha hipótese de avançar, algo que comentou com o primeiro-ministro.
Questionado pelo deputado do PSD Pacheco Pereira se o primeiro-ministro tinha mostrado surpresa com este falhanço, Granadeiro disse que José Sócrates «não fez nenhuma crítica nem observação nem me disse 'mas que pena'».
O deputado bloquista João Semedo não percebeu porque José Sócrates não falou dos comentários que fez com o ministro Mário Lino, que o parlamentar disse ter acontecido «no dia 25 seguramente antes do jantar».
«Se o eng. José Sócrates não lhe disse nada sobre essa reunião com o eng. Mário Lino há aqui um caso que se tem de esclarecer», concluiu João Semedo.