A Associação para o Planeamento da Família (APF) responsabiliza as direcções das escolas pelas fragilidades que ainda existem em relação à educação sexual e teme os apertos orçamentais.
Um estudo internacional, divulgado hoje e realizado pela Bayer Heaklth Care, mostra que quase metade dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros e quase quatro em cada dez jovens confirmam não ter educação sexual nas escolas.
Em reacção a estes dados, Duarte Vilar, presidente da Associação para o Planeamento da Família, considerou na TSF que em algumas escolas ainda há muito trabalho a fazer quanto à educação sexual.
«Por exemplo, não estão a designar o professor-coordenador do programa de educação para a saúde, não existe um programa de educação para a saúde na escola e, nesse contexto, os jovens não têm acesso ao que está previsto na lei. Ou seja, o minímo de 12 horas de educação sexual por ano no 3ºciclo e ensino secundário e o minímo de seis horas no 1º e 2º ciclos», contestou.
Duarte Vilar revelou ainda estar preocupado com os apertos orçamentais que, de acordo com a PAF, estão a obrigar alguns centros de atendimento a jovens a correrem o risco de fechar portas.
A TSF confrontou o Ministério da Educação com estas críticas da APF mas não teve resposta.