
Créditos: André Kosters/Lusa
Em declarações à TSF, Silvino Lúcio, presidente da câmara da Azambuja, afirma que o regresso às aulas já está previsto para quarta-feira
Os habitantes da localidade de Póvoa de Manique, no concelho da Azambuja (Lisboa), que tinham sido retirados por causa do impacto do temporal na barragem da Retorta, tiveram autorização para regressar a casa, anunciou este sábado o município.
Em comunicado, a Câmara Municipal da Azambuja garantiu que estão reunidas as condições de segurança da barragem da Retorta, localizada na Quinta da Torre Bela, depois de ter sido feita uma avaliação técnica pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
"O volume da água baixou cerca de 50 a 60 centímetros, o que já nos dá garantias de que as pessoas poderão voltar em segurança às suas casas e poderemos, na quarta-feira, retomar o ensino", adianta à TSF Silvino Lúcio, presidente da câmara da Azambuja.
A informação sobre as condições de segurança desta pequena barragem e sobre a possibilidade de regresso às habitações foi transmitida hoje à população, numa sessão de esclarecimento.
Na mesma sessão, a autarquia informou os habitantes de que "o centro de saúde poderá reabrir, retomando o seu funcionamento habitual", e que a escola da localidade também poderá retomar a atividade letiva a partir de quarta-feira.
No passado dia 06, a Câmara Municipal da Azambuja decidiu retirar preventivamente cerca de 30 pessoas nos lugares de Póvoa de Manique e Carvalhos, no concelho de Azambuja, devido ao risco de instabilidade no que designaram açude, provocado pela chuva intensa.
Essas três dezenas de pessoas retiradas tinham sido encaminhadas para o quartel dos Bombeiros Voluntários Alcoentre, disse, na altura, a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Azambuja, Ana Coelho, à agência Lusa.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas nas últimas semanas pela sucessão de depressões atmosféricas ocorridas em Portugal e que causaram 16 mortos, centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
