"Já auxiliámos centenas de pessoas." Sede do PCP na Marinha Grande transforma-se em centro de apoio após temporal

Créditos: José Pedro Rodrigues
Desde a passagem da tempestade Kristin, a sede do PCP na Marinha Grande está a proporcionar à população eletricidade, internet, abrigo e bens essenciais. "Desde o início em que nos deparámos com esta calamidade, percebemos que era necessário um apoio próximo e direto à população", afirma à TSF João Norte, militante do partido
A sede do PCP na Marinha Grande oferece energia elétrica, rede wi-fi, água, fogões a gás para cozinhar, abrigo para dormir e comida ou bens não perecíveis, como fraldas e latas de atum. Há uma semana, a tempestade Kristin abalou a cidade e, em declarações à TSF, João Norte, militante do partido, diz que os apoiantes quiseram pôr mãos à obra.
"Desde o início em que nos deparámos com esta calamidade, percebemos que era necessário um apoio próximo e direto à população", afirma.
Sem luz e sem comunicações, os membros do PCP tiveram de ser criativos para chegar a quem precisasse. "Decidimos andar com uma carrinha com som, com colunas a bateria, e informamos a população de que tínhamos o centro de trabalho aberto para quem se quisesse abrigar, para quem quisesse vir cozinhar e que aceitaríamos doações de bens para depois distribuir pela população", explica.
O militante comunista refere que o apoio já chegou a vários habitantes. "Já auxiliámos centenas e centenas de pessoas com materiais não perecíveis, com fraldas, com produtos de higiene, muita roupa, roupa de cama."

- Créditos: José Pedro Rodrigues
"Agora já não é tão necessário, porque a rede de energia elétrica começa a ficar mais restabelecida, mas mesmo assim, na periferia, ainda há muita gente que se dirige aqui ao centro de trabalho para comunicar com a família, para carregar os seus telemóveis, para carregar powerbanks", adianta, acrescentando que muitos chegam para contactar a família.
Quem precisar pode também dormir nos colchões e sacos de cama que foram doados no centro de trabalho. A alimentação foi outra preocupação à qual a sede comunista deu resposta, disponibilizando os fogões a gás a quem precisava, mas não só. Os militantes estiveram também a confecionar "cerca de 400" refeições quentes por dia e a distribuir a quem não podia deslocar-se ao centro de trabalho.
João Norte avança que, a partir desta quarta-feira, já não serão cozinhadas mais refeições na sede, porque a "Câmara Municipal contratou uma empresa que está a funcionar numa cantina escolar, uma empresa profissional, que tem muito melhores condições, consegue cozinhar em maior quantidade". No entanto, sublinha que os militantes da Marinha Grande estão disponíveis, em articulação com a Câmara Municipal, para deslocarem-se à cantina municipal, "recolher lá as refeições e continuar a rede de distribuição criada, com pessoas já sinalizadas, para auxiliar também na distribuição".
O centro de trabalho está aberto todos os dias, das 07h00 à meia-noite, na Rua Marquês de Pombal, n.º 51.
