O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça, ordenou hoje, pela segunda vez, a expulsão do deputado do PTP José Manuel Coelho da sala de plenário por estar a perturbar os trabalhos.
No início da sessão, o presidente do Parlamento já havia mandado os funcionários da Assembleia colocarem o deputado fora da sala depois deste ter acusado o PSD de estar alegadamente envolvido nos incêndios de viaturas de familiares do vereador do PND na câmara do Funchal, Gil Canha, a quem chamou de «fascistas».
José Manuel Coelho abandonou a sala, mas regressou ao edifício acompanhado por mais de uma centena de trabalhadores de uma empresa de comércio de frutas (Qualifrutas) que devido a um desentendimento entre os sócios, que levou à penhora de vário equipamento indispensáveis aos funcionamento, estão com atividade suspensa.
Os trabalhadores, junto com o deputado do PTP, colocaram-se nas galerias do Parlamento para protestar e pedir o apoio dos deputados e do Governo Regional para a sua situação.
José Manuel Coelho pediu para intervir desde as galerias, o que foi negado pelo presidente do Parlamento, que não só ordenou a sua expulsão daquele espaço, tendo o parlamentar sido arrastado pelos agentes da PSP, como também a evacuação das galerias quando os trabalhadores começaram a protestar pela decisão.
Os ânimos exaltaram-se, tendo o deputado do PTP acusado a Assembleia de «não estar a apoiar os trabalhadores», «não estar ao serviço do povo mas dos fascistas», tendo os trabalhadores demonstrado o seu desagrado pela inércia dos deputados.
«É uma vergonha» declararam alguns, lamentando ter «votado em pessoas que não ajudam».
O presidente do Parlamento decidiu interromper os trabalhos durante 15 minutos, mas, entretanto, já foram retomados.