Mais de 30 tribunais registaram infiltrações devido à intempérie. Em "cuidados paliativos", há obras a caminho (e sem data)

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A TSF falou com a secretária de Estado da Justiça para fazer um ponto de situação das consequências nos tribunais das chuvas fortes destes últimos dias
Perante as inundações que afetaram vários tribunais do país, a secretária de Estado da Justiça revela na TSF que o levantamento feito pelo Ministério detetou mais de três dezenas de locais onde houve infiltrações. Ana Luísa Machado garante que "algumas são novas", mas admite que "houve um desinvestimento do edificado da justiça nos últimos 10 anos". "São tribunais muito antigos, que não têm intervenções há muito tempo."
"Aquilo que estamos a tentar fazer é recuperar todo esse tempo que foi perdido e que basicamente permitiu uma maior deterioração dos edifícios", adianta. "Tenho indicação, neste momento, que há 37 pontos de infiltrações ao nível de todo o país, portanto, é neles que nós nos vamos concentrar agora."
E detalha: "Foram verificados problemas em todo do país, com maior concentração na zona centro, em Lisboa, Leiria, Aveiro, em Beja, mas também no Porto e em Vila Real, em Faro."
Ana Luísa Machado, que até junho foi presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, o organismo responsável pela manutenção dos tribunais, assinala que agora é necessário "criar condições paliativas para que os tribunais consigam funcionar com a máxima normalidade possível, dentro destes constrangimentos, e depois proceder a obras mais profundas". De imediato, o ministério tenciona proceder a reparações de claraboias e janelas, por onde se registaram as infiltrações.
"Estamos também no âmbito de candidaturas a substituir janelas para criar uma maior eficiência energética e melhores condições de trabalho a todos os profissionais da justiça e também a quem procura estes tribunais."
"Serão feitas depois vistorias mais profundas para verificar o que é que se poderá fazer para evitar de futuro estas infiltrações ( ...) em todos os tribunais, em todas as comarcas a nível nacional (...) Depois faremos um planeamento em função da gravidade das situações e da necessidade de intervenção imediata", assegura.
Haverá obras de maior envergadura, mas quando avançarão ainda é uma incógnita.