
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Carlos Costa/AFP
O Presidente da República admitiu que a solução para a Efacec não é aquela com que sonhava.
Apesar de reconhecer que as circunstâncias não permitiram uma solução melhor, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que o Governo deve explicar com transparência o processo de venda da Efacec e admitiu que esta não foi a solução com que sonhava.
"Admito que o senhor ministro ache que é bom, mas está aquém daquilo que nós, ao longo do tempo, pensámos, sonhámos e admitimos que fosse possível para a Efacec. Para aquilo que realmente valia e chegou a valer a importância estratégica da Efacec, é pouco. Outros dirão, quando houve o risco de não haver nada, que é uma saída", reconheceu Marcelo no Museu dos Coches, onde recebeu esta quinta-feira à tarde várias startups.
À boleia da Efacec, o chefe de Estado aproveitou para retomar o tema TAP e defender que são necessárias explicações públicas e transparentes por parte do Governo.
"É muito, muito importante que nestes processos de alienação, dentro do possível, se faça o que é necessário para tornar transparente para os portugueses o que se está a passar. No momento em que se encontra uma solução ditada pelo acumular de agravamento da situação internacional e não vão haver outras soluções, tem de se explicar aos portugueses", sublinhou o Presidente da República.
Marcelo não quis, no entanto, fazer outros comentários sobre a TAP e desvalorizou o facto de o Governo ter escolhido o ministro João Galamba para encerrar o debate do Orçamento do Estado.
"Fui citado ao dizer que era o Orçamento possível. Não é um Orçamento estimulante, fascinante. É no quadro existente o orçamento possível. Um Orçamento é feito ao longo de um período de tempo. Começa a ser preparado normalmente na primavera e depois está praticamente pronto, no essencial, no verão para ser entregue no começo do outono. Neste período de tempo começa-se o Orçamento com uma situação internacional A e termina-se com a situação internacional B e não é fácil estar a mudar as coordenadas do Orçamento. Tem de se encontrar almofadas aqui e acolá, prever a cativação direta ou indireta de algumas verbas porque ninguém sabe como será no ano que vem. Este espaço de tempo entre o começo da preparação do Orçamento e o fim é cada vez mais difícil de prever e quando é assim joga-se à defesa", acrescentou.