Ministro felicita autoridades judiciárias por operações contra «flagelo» das fraudes no SNS

Paulo Macedo
O ministro Paulo Macedo felicitou as autoridades judiciárias por em «poucos meses» terem desenvolvido operações de «grande envergadura» contra a fraude no Serviço Nacional de Saúde, um «flagelo» que desvia dinheiros públicos e medicamentos necessários aos doentes.
O ministro da Saúde falava aos jornalistas no Parlamento, a propósito da detenção de dez «pessoas relacionadas com a atividade médica e farmacêutica» hoje anunciada pela Polícia Judiciária, que também apreendeu «diverso material», durante «uma operação de grande envergadura relacionada com a investigação de fraudes contra o SNS praticadas com o recurso a falsas prescrições de medicamentos».
Paulo Macedo disse que o primeiro comentário a esta operação era de «felicitação» às autoridades que a levaram a cabo, destacando a seguir que é a segunda «operação de grande envergadura» concretizada com sucesso «em poucos meses».
O ministro explicou que esta investigação está no âmbito de «vários processos de inquérito que estão a decorrer» e que «têm implicações de dezenas de milhões de euros em que sistematicamente o SNS é lesado».
Paulo Macedo considerou que «o sucesso destas ações decorre também da própria prioridade que a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) têm dado aos inquéritos no âmbito de fraudes contra o SNS».
«Estamos a falar de pôr termo a uma fraude contra o SNS e o delapidar de dinheiros públicos. Mas também, neste caso concreto, de uma fraude com medicamentos que não estavam a chegar aos pacientes portugueses», acrescentou.
O ministro destacou ainda «o facto recorrente» de haver «fraudes com receitas médicas, fraudes feitas por entidades envolvidas e que lesam sistematicamente o SNS», considerando que as operações como a que foi hoje divulgada são também importantes para mostrar que o Ministério da Saúde e as autoridades judiciárias estão «atentos» e «estão com sucesso a combater este flagelo que inclusive desvia verbas para bolsos de particulares e empresas e tira essas verbas de dotações» importantes do SNS.