
Administração da Parque Escolar admite que «avultam as dificuldades». Relatório diz que das 134 escolas secundárias com projectos suspensos, apenas 15 devem ter obras em 2014.
A nova administração da Parque Escolar admite que encontrou situações «problemáticas» e que "«avultam as dificuldades decorrentes de limitações financeiras» . Das 134 escolas com projectos suspensos, pelo actual governo, antes das obras começarem, só 15 devem ter obras no terreno em 2014. É essa a proposta da Parque Escolar enviada ao ministério para relançar o Programa de Modernização das escolas secundárias .
Em Abril, o Ministro da Educação deu dois meses à nova administração da empresa pública para apresentar medidas e uma avaliação da situação.A TSF teve acesso ao relatório enviado a Nuno Crato.
Os responsáveis da Parque Escolar explicam que das 134 escolas com projectos suspensos, 34 tinham o projecto mais adiantado, já feito. Agora, com o relançamento do Programa de Modernização, é prioritário olhar para estas escolas do ensino secundário que, por estarem à beira da remodelação, tiveram menos investimento do ministério.
Primeiro, no entanto, a Parque Escolar diz que é preciso avaliar se se justifica mesmo avançar com as obras nestas 34 escolas. Os projectos jáfeitos devem ser reformulados.
No que se refere a prazos para começar as obras, a Parque Escolar diz que não deve ter capacidade para lançar mais do que 20 concursos de empreitada por ano.
Com estas limitações, e entre as 34 escolas com projectos mais adiantados, os responsáveis da empresa pública dizem que seria positivo definir 15 escolas onde a intervenção é mais prioritária. O objectivo é ter as obras a começar em 2014.
Nas outras 19 escolas, as obras têm de ser avaliadas e,se existir justificação, arrancam em 2015.
No relatório a que a TSF teve acesso, a nova administração da Parque Escolar admite que encontrou situações "problemáticas". Por exemplo, incapacidade para pagar faturas dentro do prazo previsto (60 dias) com graves consequências para os empreiteiros que em diversos casos suspenderam as obras.
O orçamento para este ano não chega para manter o plano de investimento previsto e neste relatório os novos administradores sublinham que querem cortar despesas.
Um dos objectivos é diminuir os trabalhadores da Parque Escolar. Outro, evitar materiais demasiado caros na remodelação das escolas. E todos os projectos devem passar a ser aprovados pelo Ministério da Educação.