
António Chainho e Marcelo Rebelo de Sousa
Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República
Condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa, o mestre da guitarra portuguesa fala das escolas e das atuações que mais o marcaram.
O guitarrista António Chainho confessou à TSF, que sente um grande orgulho por ter criado a primeira escola de guitarra portuguesa.
Mas também por ter tocado com grandes figuras da guitarra, destacando neste capitulo, o amigo espanhol Paco de Lucia, já desaparecido.
São duas das muitas conquistas de quase sessenta anos de carreira, que justificam a atribuição, pelo Presidente da República, do grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
A condecoração distingue os que prestam serviços relevantes a Portugal, dentro e fora do país, contribuindo para a difusão e expansão da cultura portuguesa.
TSF\audio\2022\03\noticias\16\chainho
Mestre António Chainho gosta de ver surgir tantos novos intérpretes, de um instrumento que considera "dos mais difíceis que conhece".
Destaca a escolas que entretanto surgiram, e os alunos, portugueses e estrangeiros, que também se apaixonam pela guitarra portuguesa.
Revela, com orgulho, que um aluno japonês, já começou a atuar, e lembra momentos em que conseguiu mostrar a músicos e orquestras, que a guitarra portuguesa, tem dentro, o som que parecem ser vários instrumentos.
Este ano, está a preparar um feito que considera ainda mais relevante.
Aos 84 anos, está a gravar um disco, que deve ficar pronto até maio.
Uma homenagem aos maiores compositores de guitarra portuguesa, como Armandinho.
António Chainho diz que o segredo da longevidade "é ter muito cuidado com os dedos".