
Pedro Passos Coelho discursando no Conselho Nacional do PSD
Global Imagens/Álvaro Isidoro
No discurso de abertura do Conselho Nacional do PSD, Passos Coelho nunca referiu diretamente o Tribunal Constitucional mas lembrou os «responsáveis que têm decisões importantes em mãos por tomar». A reunião serviu para fazer o balanço das eleições europeias de domingo.
No discurso de abertura do Conselho Nacional do PSD, Passos Coelhos, sem nunca se referir diretamente ao Tribunal Constitucional, referiu-se aos «responsáveis que têm decisões importantes em mãos por tomar» e lembrou que, embora o programa de assistência financeira já tenha terminado, isso não quer dizer que as restrições não tenham de se manter.
As palavras do também primeiro-ministro surgem numa altura em que se aguarda a decisão do Tribunal Constitucional sobre os cortes salariais na Função Pública.
Passado este recado, o discurso do líder social-democrata centrou-se sobretudo no balanço dos resultados das eleições europeias, em particular os resultados da abstenção.
O presidente do PSD defendeu que agentes políticos, comentadores e jornalistas devem fazer um «exame de consciência» sobre o que é preciso mudar para evitar a alta abstenção registada nas eleições europeias de domingo.
Na abertura da reunião do Conselho Nacional do PSD, Pedro Passos Coelho considerou que a responsabilidade pelo «alheamento» de dois terços dos eleitores das europeias «tem de ser assacada aos responsáveis políticos», mas não só.
«A caricatura do debate político que chegou à casa das pessoas foi demasiado pobre. Falámos 90 por cento da Europa e dez por cento do resto. Se calhar, não devíamos ter falado de mais nada para que, pelo menos, o que falámos sobre a Europa pudesse ter passado», explicou Passos, num recado à comunicação social.
Por isso, Passos diz que «todos precisamos de fazer um exame de consciência para saber em que medida precisamos de mudar de atitude para que as pessoas se sintam mais mobilizadas, mais atraídas, mais empenhadas na discussão europeia».