
Bernardino Soares durante a interpelação do PCP ao ministro da Saúde
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Bernardino Soares disse que o discurso de Paulo Macedo mais parecia o de o ministro das Finanças. Já o titular da pasta da Saúde insiste que não está assegurada a sustentabilidade do SNS.
O PCP acusou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de agir como uma espécie de ministro das Finanças e denunciou a existência de cortes cegos na Saúde.
«Tínhamos marcado uma interpelação com o ministro da Saúde, mas ouvindo o seu discurso parece que nos saiu o ministro das Finanças», afirmou o líder parlamentar comunista.
No Parlamento, Bernardino Soares perguntou ainda se «despedir 50 enfermeiros nos centros de saúde de Lisboa nas últimas semanas é eliminar o acessório ou reformar o redundante».
«Quando no Hospital de Torres Vedras, que já diminuiu despesa do ano passado para este ano, se propõe para uma despesa prevista de 43 milhões um orçamento de 30 milhões estamos a eliminar o redundante ou a reformar o acessório?», questionou.
Por seu lado, o titular da pasta da Saúde retomou a ideia de que é possível fazer mais com menos recursos, insistindo na necessidade de garantir a sustentabilidade do SNS.
«O objectivo primordial do Ministério da Saúde para a presente legislatura consiste em garantir a sustentabilidade do SNS, assegurando a qualidade e o acesso efectivo das pessoas aos cuidados de saúde o que, gostaria de dizer mais uma vez, não está assegurado», acrescentou Paulo Macedo.
Para o ministro da Saúde, esta sustentabilidade não está assegurada por causa da «situação em que está o SNS, ao valor das suas dívidas, às relações com os fornecedores e, sobretudo, a situação de captura do SNS perante os seus interlocutores».