
Emigração
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Os comunistas consideram grave o convite feito pelo secretário de Estado da Juventude para os jovens saírem do país. Alexandre Mestre diz que o sentido das suas palavras foi deturpado.
No Brasil, na semana passada, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Alexandre Mestre, terá desafiado os jovens portugueses que estão no desemprego a saírem da sua zona de conforto procurando ocupação além das nossas fronteiras.
A deputada comunista, Rita Rato, considerou muito grave esta declaração, e por isso quer ouvir o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, na «comissão de Educação e Ciência «para saber se o Governo mantém a confiança política num secretário de Estado que faz apelos à juventude portuguesa para que emigre».
«O Governo devia estar preocupado com a concretização dos direitos da juventude consagrados na Constituição, nomeadamente o acesso ao emprego, habitação, educação, e entendemos que é de uma enorme gravidade que o secretário de Estado tenha afirmado que os jovens devem sair da sua zona de conforto, que é o desemprego, e emigrar», justificou a deputada Rita Rato.
No entanto, o secretário de Estado, Alexandre Mestre, considera que o sentido das suas palavras foi deturpado.
«Foi de todo absurdo que o contexto, o sentido, das minhas afirmações fosse aquele que foi depois tornado público. O que eu quis dizer é que existe a nossa deste conceito de 'zona de conforto' que vem daquilo que muita gente chama a geração da 'casinha dos pais'», esclareceu.
«Há um tendência para se dizer que os jovens se emancipam tardiamente e que, por vezes, ficam na chamada 'zona de conforto', apegam-se à sua família e amigos, e têm alguma renitência em abraçar experiências de intercâmbio», explicou o secretário de Estado.