Pior cenário não se verificou, mas Vila Franca de Xira mantém-se atenta à subida do caudal do Tejo e aos desabamentos

Créditos: Paulo Novais/Lusa
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira criou um sistema para alertar a população em caso de perigo de cheias: se a sirene dos bombeiros tocar cinco vezes seguidas, as pessoas devem procurar um abrigo seguro o mais rapidamente possível
Vila Franca de Xira estava em alerta por causa da possibilidade de subida do caudal do Rio Tejo, mas os piores cenários previstos para esta madrugada não se verificaram. Ainda assim, algumas zonas ribeirinhas ficaram inundadas e foi necessário retirar de casa cerca de 30 pessoas, na Vala do Carregado.
"Ficaram alojadas temporariamente num pavilhão desportivo de uma coletividade local e pernoitaram lá. Agora vão à sua vida e, em princípio, não será necessário regressarem. De qualquer maneira manteremos esse pavilhão preparado para alguma eventualidade ainda na noite de hoje para amanhã [desta sexta-feira para sábado]", explica à TSF Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
A cidade ainda não está fora de perigo. O autarca adianta que "a próxima maré cheia será por volta das 19h00 e não se sabe qual será o comportamento do tempo nessa altura e, portanto, será mantido o plano de emergência municipal". Fernando Paulo Ferreira lembra as recomendações feitas à população, como "evitar as zonas ribeirinhas e não deixar os carros estacionados em zonas potencialmente inundáveis".
Para alertar a população para eventuais perigos, se a sirene dos bombeiros tocar cinco vezes seguidas, a indicação é para que a população procure abrigo num lugar seguro rapidamente, se possível, num ponto mais alto. "Felizmente não precisámos de o fazer", acrescenta.
Além da subida da água do rio Tejo, o autarca diz estar preocupado também com a possibilidade de derrocada. "Estamos atentos às zonas mais montanhosas do concelho, já muito ensopadas, que podem causar desabamentos, que, aliás, já aconteceram", diz.