
Polícia Judiciária
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A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária alerta para a diminuição do número de investigadores criminais de 2.500 para 1.200.
A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ) denuncia que as vagas não têm sido preenchidas, o que levou a um défice no número de investigadores criminais.
O presidente da ASFIC, Carlos Garcia, diz que mais 50 por cento das vagas estão por colmatar. «Nós temos um quadro previsto de cerca de 2.500 investigadores e temos, neste momento, 1.200 e pouco», afirma.
Carlos Garcia sublinha que não tem entrado ninguém na polícia de investigação nos últimos três anos, o que pode vir a ter consequências na atividade da PJ.
«As pessoas estão a chegar ao limite daquilo que é possível, trabalham vários dias seguidos, sem descanso. É uma situação que não pode continuar e que pode começar a pôr em causa algumas investigações e a própria operacionalidade da Polícia Judiciária», denuncia o presidente da ASFIC.
Carlos Garcia lembra ainda que a situação pode agravar-se uma vez que, nos próximos três anos, 42 por cento dos atuais inspetores-chefes e 50 por cento dos atuais coordenadores e coordenadores superiores vão atingir a reforma e vão ter de ser substituídos.