
Pedro Passos Coelho
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Depois de sete horas de reunião de Conselho Nacional, Passos Coelho garantiu não haver nenhum problema entre os dois partidos que compõem o atual Governo.
Não diz se ficou satisfeito com o que ouviu publicamente de Paulo Portas, mas Passos Coelho confessou esta noite, no final do Conselho Nacional do PSD, que está saturado deste tema.
«Não vou alimentar nenhuma polémica sobre a coesão do Governo. Sou primeiro-ministro e tenho uma responsabilidade muito grande em conduzir a política do Governo numa altura crítica da vida do país, portanto não posso alimentar especulações, fazer comentários ou manter viva na comunicação social qualquer ideia relacionada com falta de coesão do Governo ou de comprometimento com as metas que temos traçadas», esclareceu.
O facto de Paulo Portas não ter dito claramente se votava a favor e se concordava com o Orçamento do Estado para o próximo ano, não incomodou o primeiro-ministro.
«Não há desentendimento nenhum. O Governo fez uma negociação com a troika, apresentou um Orçamento à Assembleia da República e eu espero que seja aprovado», referiu.
E se houver alguma quebra de compromisso, Passos Coelho afirma que «não será seguramente do lado do Governo que virá um contributo negativo para a aprovação do orçamento de Estado».
Depois de sete horas de reunião de Conselho Nacional em que no discurso à porta fechada Passos Coelho garantiu que vai continuar o trabalho a que se comprometeu e que não se demite enquanto tiver o apoio do partido.