
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, acredita que Portugal está em condições de andar pelo seu próprio pé se mantiver a disciplina que permitiu recuperar a credibilidade externa.
No primeiro debate quinzenal do mês de fevereiro, Passos Coelho disse também que o Governo já está a «preparar o futuro» para além da 'troika'.
«Precisamos de nos manter firmes e determinados para quando formos testados nos próximos meses ninguém conseguir demonstrar que vacilámos perante o futuro quando estamos a pensar para além do controlo da troika e sabemos que ainda temos que fazer sacrifícos», afirmou o primeiro-ministro, salientando que «estamos finalmente a dar um horizonte de esperança aos desempregados e a dizer ao país que podemos andar pelo nosso próprio pé».
Questionado pela oposição sobre o impacto do corte permanente de 4 mil milhões de euros nas áreas sociais, o primeiro-ministro não avançou com dados concretos para esse corte, mas sublinhou que se não se avançar nesse sentido, a dívida pública seria agravada, prejudicando o financiamento da economia portuguesa.
Na sua intervenção, o líder do PS desafiou Passos Coelho a dizer quais as áreas onde o Governo tenciona aplicar o corte de 4 mil milhões de euros.
António José Seguro acusou o Governo de reclamar, sem razão, o mérito do regresso de Portugal aos mercados, contrariando assim a leitura do primeiro-ministro invocou a «credibilidade» granjeada por Portugal como uma das razões para esse regresso.