Postos de trabalho assegurados apesar do fogo em cerâmica das Caldas da Rainha

Lusa/ Carlos Barroso
Os 110 postos de trabalho da fábrica de Faianças Molde, nas Caldas da Rainha, onde hoje de madrugada deflagrou um incêndio, não estão em causa, garantiu o administrador, Joaquim Beato.
«Vamos reunir com os trabalhadores para avaliar a situação mas os postos de trabalho não estão em causa e vamos contar com a ajuda de todos para pôr a fábrica a funcionar o mais rapidamente possível», assegura Joaquim Beato, administrador da fábrica de faianças Molde.
A fábrica onde trabalham atualmente 110 pessoas ficou esta madrugada parcialmente destruída da sequência de um incêndio deflagrado cerca das 2:30 e que foi considerado extinto pelos bombeiros perto das 5:45.
Hoje de manhã, o administrador afirmou ser «muito cedo para conseguir contabilizar os prejuízos" mas especificou que a zona mais afetada «foi o armazém», estimando que a empresa possa «retomar a laboração dentro de alguns dias".
Joaquim Beato admitiu ainda a hipótese de «alugar um novo armazém para que a normalidade seja retomada o quanto antes» e para que «os trabalhadores possam retomar as suas funções».
Às 9:20, ainda se encontravam no local os bombeiros das Caldas da Rainha, depois de terem sido desmobilizados os meios externos de apoio das corporações do Bombarral, S. Martinho do Porto e de Óbidos que ajudaram a combater as chamas.
A Molde foi constituída a 08 de junho de 1988, ano em que iniciou a produção de louça em faiança e terracota, mais tarde alargada também à produção em grés.
Em 2004, alargou a produção a azulejos e, em 2006, iniciou o projeto "Turismo Industrial", viabilizando visitas turísticas à zona de produção.