
O presidente do Conselho de Ética, Miguel Oliveira da Silva, afirma que as razões apresentadas pela Ordem dos Médicos para desistir do processo não têm fundamento.
A Ordem dos Médicos deixou cair o processo de averiguações aos clínicos que assinaram o parecer do Conselho de Ética para as ciências da vida, um documento que considerou legítimo o racionamento dos medicamentos mais caros e de eficácia duvidosa.
O presidente do Conselho de Ética e também médico, Miguel Oliveira da Silva, em declarações à TSF, diz que as razões apresentadas pela ordem para desistir do processo não fazem sentido e acrescenta que se a decisão for olhada como uma piada, e só assim, até resulta.
«Agradeço ao bastonário ou ao Conselho Nacional começarmos a semana com motivos para rir porque ou o parecer em si mesmo, como diziam, era desumano, perigoso, contra o código deontológico e nessa altura que venha o processo e acusem-nos disso tudo ou o parecer não é nada disso», adianta Miguel Oliveira e Silva, considerando que devem ter a humildade de admitir que se enganaram.
Miguel Oliveira da Silva assegura, por exemplo, que não é verdade que o ministro da Saúde tenha abandonado o parecer do Conselho de Ética.
Sobre a possibilidade de o Conselho de Ética agir judicialmente contra o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Oliveira da Silva diz que isso não foi discutido, mas lembra que os membros do conselho podem sempre agir a título individual.