Primeiro-ministro recusa que turismo transforme cidades em "parques de diversão"

O primeiro-ministro, António Costa, durante as Festas de São João no Porto, 23 de junho de 2018. MANUEL FERNANDO ARAÚJO / LUSA
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Costa diz que "o crescimento do turismo não pode transformar as cidades num parque de diversão para adultos", destacando dois programas de reabilitação para fomentar o arrendamento "acessível".
António Costa falava em Vila Nova de Gaia no discurso de inauguração de uma nova praça, lembrando que a Assembleia da República está a preparar "incentivos fiscais" para os privados praticarem "rendas mais acessíveis e contratos duradouros.
A este propósito, António Costa lembrou dois programas de reabilitação urbana que têm o mesmo fim, a "linha com o Banco Europeu Investimento, de mil milhões de euros, e o novo instrumento financeiro de 1.400 milhões, dirigido exclusivamente a património devoluto ou público dos municípios ou do Estado".
"O que é essencial não é restringir o turismo, é aumentar a oferta de habitação para quem não é turista, caso contrário os turistas deixam de vir. Eles vêm enquanto as cidades têm vida. Isso só acontece enquanto têm autenticidade, que é dada por quem lá vive, não por quem vem de fora", justificou, em declarações aos jornalistas.