
A Proteção Civil apela ao bom senso da população num verão que se prevê complicado
Luís Forra/Lusa
Comandante da Proteção Civil distrital do Algarve lembra que o incêndio começou por um ato negligente de um indivíduo que fazia trabalhos no campo, com uma motoserra.
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A contabilidade da área no incêndio que começou na sexta-feira passada em Aljezur ainda não está feita, embora a Proteção Civil aponte para mais de 2200 hectares. O comandante da Proteção Civil distrital do Algarve, Vaz Pinto, diz que foi um fogo atípico e difícil de combater.
"O incêndio ocorreu numa altura em que as condições meteorológicas eram, de facto, muito favoráveis à progressão do incêndio com ventos muitos fortes, rajadas a rondar os 50 quilómetros, sempre com vento de norte ou de leste. Atingiu proporções grandes. A velocidade de propagação foi de 1.2 quilómetros por hora, que é uma velocidade muito grande quando falamos de incêndios florestais", explicou à TSF Vaz Pinto.
Vítor Vaz Pinto lembra que o incêndio começou por um ato negligente de um indivíduo que fazia trabalhos no campo, com uma motoserra e apela ao bom senso da população num verão que se prevê complicado.
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"Não há fogo por haver muito calor ou por haver muito vento, há fogo se houver uma ignição. O que peço às pessoas, naturalmente, é para não terem comportamentos de risco, para não fazerem fogueiras fora dos espaços onde são permitidas e para tomarem as devidas precauções", acrescentou o comandante.
No terreno em trabalhos de rescaldo ainda estão 378 operacionais e 123 veículos, ajudados por vários militares que fazem vigilância ativa.