Quase todos os candidatos à liderança do PSD/Madeira a favor de eleições antecipadas
Os candidatos à sucessão de Alberto João Jardim consideram ser hora de mudança e quase todos defendem a realização de eleições legislativas regionais antecipadas para evitar «um pântano político» na região.
Seis militantes (Miguel Albuquerque, João Cunha e Silva, Miguel Sousa, Sérgio Marques, Manuel António Correia e Jaime Ramos) disputam a 19 de dezembro as eleições internas no PSD/Madeira, nas quais mais de 7.000 votantes vão escolher o sucessor de Alberto João jardim que será aclamado no congresso marcado para 10 de janeiro de 2015.
«Não concebo ser presidente do Governo Regional sem estar legitimado por eleições, tal como não concebo aplicar um programa de governo que não esteja sufragado pela população», disse Miguel Albuquerque, o único candidato que já defrontou Jardim numas internas.
Idêntica opinião tem Sérgio Marques, que afirma ser «impensável enveredar num pântano político» se fosse por diante o projeto de Jardim, do líder eleito exercer o cargo de presidente do executivo madeirense até às eleições legislativas regionais em outubro de 2015.
Também Miguel Sousa é favorável à antecipação das eleições, pois a Madeira precisa começar «um novo ciclo político para sair da crise económica, da falência financeira e do desespero social», opinando ser «inaceitável prolongar mais o abandono político» a que foi votada.
Quanto a Manuel António Correia, assegura «não ter medo» das eleições antecipadas, que, no seu entender, «são inevitáveis» e «uma condição essencial para assegurar a estabilidade política, a entrada de um novo ciclo» para o partido e para a Madeira, «com novos paradigmas e protagonistas».
João Cunha e Silva é o único dos candidatos que afasta este cenário, alegando estar legitimado, visto ter sido eleito para o parlamento regional.
Este candidato considera que essa possibilidade «pode servir os interesses particulares de alguns, mas não servirá de certeza absoluta os interesses do partido», argumentando que «será melhor fazê-las no tempo certo».
"Eu quero disputar eleições para as ganhar, não quero disputá-las para perder. E temo que se as anteciparmos, estaremos a criar condições para as perdermos", vinca.
O outro candidato, Jaime Ramos, recusou responder às perguntas escritas colocadas pela Lusa.