O líder da bancada laranja, Luís Montenegro, saudou hoje a retirada da proposta para a reposição das subvenções vitalícias a antigos políticos por «não corresponder à vontade» dos deputados sociais-democratas.
«A vontade política dos deputados do grupo parlamentar do PSD não era aprovar a proposta de alteração 524-C, a votação ontem efetuada na comissão de Orçamento e Finanças não refletiu essa vontade», afirmou o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro.
Antes da intervenção do líder parlamentar social-democrata, a deputada do BE Mariana Mortágua tinha deixado duras críticas ao «Bloco Central de Pedro Passos Coelho e António Costa», reiterando que a votação realizada na comissão de Orçamento e Finanças na quinta-feira «foi uma vergonha». "Não foi um ato de bom senso, foi um ato de má consciência", frisou.
Pelo PS, o deputado Vieira da Silva apenas se referiu de forma indirecta à retirada da proposta, sublinhando que as prioridades dos socialistas são o combate à pobreza, a coesão social e defesa daqueles que mais precisam. «São essas e nenhuma outra as prioridades do PS», assegurou.
Por sua vez, Nuno Magalhães, o líder parlamentar da bancada do CDS-PP, que se absteve na quinta-feira na votação da reposição das subvenções vitalícias a ex-políticos, disse que os democratas-cristãos sempre tiveram «a noção de que não é altura para reposições» e que registam o facto da proposta ter sido retirada.
O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, insistiu, por outro lado, que as subvenções vitalícias nunca deveriam ter sido criadas e que essa sempre foi a posição dos comunistas.
«Aquilo que se impõe é revogar definitivamente as subvenções», corroborou o deputado do partido ecologista Os Verdes José Luís Ferreira, considerando que a reposição das subvenções seria «uma provocação» aos reformados, aos funcionários públicos e aos desempregados.