Ruas "praticamente intransitáveis". Proteção Civil e PSP pedem que populações de Coimbra e Leiria fiquem em casa

Créditos: Patricia De Melo Moreira/AFP (arquivo)
A PSP avisa que há "estradas intransitáveis e árvores caídas" e pede que as pessoas não saiam de casa
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria pediu esta quarta-feira às pessoas para que não saiam de casa, sobretudo na zona da cidade de Leiria, dado que as ruas estão "praticamente todas intransitáveis". Também a Polícia de Segurança Pública (PSP) alertou as populações dos distritos de Coimbra e de Leiria para se manterem em segurança nas suas habitações, disse à agência Lusa fonte oficial.
Fonte oficial da PSP avisou que há "estradas intransitáveis e árvores caídas" e pediu que as pessoas não saiam de casa.
Também à Lusa, o comandante distrital de Leiria da PSP, Domingos Urbano Antunes, pediu às pessoas para que "mantenham a calma, que fiquem em casa e não circulem na via pública", para que os trabalhos das organizações de socorro possam ser feitos.
Em declarações à agência Lusa pelas 06h20, Carlos Guerra, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, aconselhou aos cidadãos para que, "neste tempo mais próximo, não saiam de casa, sobretudo na zona da cidade de Leiria".
"Estão as ruas praticamente todas intransitáveis, portanto, há necessidade ainda de proceder a muitos cortes de árvores, muitas limpezas de via e só para o estritamente necessário, só mesmo muito urgente, é que tentem circular com os veículos", afirmou.
De acordo com o comandante sub-regional, "todas as estradas aqui na zona de Leiria estão condicionadas com muitas quedas de árvores, muitos destroços na via", havendo "necessidade de proceder a estas limpezas".
Carlos Guerra adiantou que, embora ainda não seja "possível verificar toda a extensão dos estragos", foram registadas "muitas quedas de árvores e de estruturas, e alguns edifícios também com estragos nos telhados".
"Em termos dos agentes de proteção e socorro, temos danos avultados no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande e também no quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria", referiu, assinalando que estas duas corporações estão "com problemas de operacionalidade".
Quanto à rede elétrica, "a situação é muito caótica", com Carlos Guerra a exortar os cidadãos para que não tentem "pressionar a E-Redes através de telefones, porque não vão ter respostas" em tempo útil.
Por outro lado, apelou para que utilizem as linhas telefónicas de socorro "para situações só de urgência".
"As linhas telefónicas estão muito sobrecarregadas. Aqui no nosso comando não conseguimos atender todas as chamadas, porque são inúmeras chamadas", alertou.
Pedindo calma à população, Carlos Guerra recomendou que as pessoas vejam os estragos nas proximidades, "fazendo e ajudando no que for possível", mas que "não ponham a sua segurança em causa e, sobretudo, que não vão para a rua com carros neste momento, sobretudo na zona da cidade de Leiria, porque está completamente intransitável em muitos locais".
Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face à depressão meteorológica que está a atravessar Portugal esta madrugada.
O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, é a zona de maior risco à passagem da depressão Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o IPMA qualificou como "ciclogénese explosiva", termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.
