A Associação Nacional de Sargentos acusou o Governo de «confundir protesto com desordem pública» e de pretender «eliminar direitos fundamentais», reduzindo a democracia «à sua expressão mais simples».
Em comunicado, a Associação Nacional de Sargentos (ANS) avisa que «não se deixa confundir e muito menos intimidar» e que os militares «saberão respeitar o juramento feito» de defender os direitos fundamentais.
«Os sacrifícios a que o Governo vem sujeitando e prepara-se para continuar a sujeitar os portugueses têm limites. Paulo Portas e Passos Coelho sabem-no bem. Sabem que os atingidos pela sua política de desastre nacional reagirão, por isso procuram confundir protesto com desordem pública e eliminar direitos fundamentais», escrevem.
Os militares contestam, especificamente, a «recente homologação» de um parecer da PGR «sobre a proibição dos militares participarem em manifestações de carácter reivindicativo, mesmo que organizadas e convocadas legalmente e não ostentando símbolos militares».
«Há tempos atrás, Manuela Ferreira Leite (então líder do PSD) propunha como forma de resolver a crise suspender a democracia por seis meses. Passos Coelho e Paulo Portas não se ficam pela suspensão temporária. Querem, sem o anunciar, paulatinamente reduzi-la à sua expressão mais simples», acusam.