
O Sea Life está agora a retirar mais carbono da atmosfera do que aquele que cria
Sea Life
A pegada de carbono do SEA LIFE Porto situa-se nas 1108 toneladas anuais, um cálculo em que foram incluídas "todas as emissões resultantes da atividade diária do centro".
Foi em 2019, 30 anos antes do que estipula o Acordo de Paris para todos os países envolvidos. O Sea Life do Porto é o primeiro espaço aberto ao público em Portugal a atingir a pegada de carbono positiva, e é também o pioneiro de um grupo de 130 atrações em 25 países espalhados pela Europa, Ásia, América do Norte e Oceânia.
O aquário portuense com dez anos de vida não quer andar para trás, mas persegue a redução da pegada. Na prática, tal significa que o Sea Life se encontra agora a retirar mais carbono da atmosfera do que aquele que cria.
De acordo com o diretor geral do espaço, Rui Ferreira, que salienta a emergência da crise climática, esta atração está "a ir além do que o Acordo de Paris prevê", já que esta é "a atitude certa". "Para levar a cabo este projeto, o Sea Life Porto comprou energia verde, tornando todo o seu consumo sustentável durante o ano de 2019."
A organização do espaço cobriu ainda o telhado do edifício com painéis solares e desenvolveu "um plano ambicioso de redução de consumos, que passou pela instalação de variadores de frequência energética e troca de lâmpadas de halogéneo por tecnologia LED, num esforço para reduzir a pegada de carbono".
Contra uma pegada ecológica com impactos negativos, um último passo foi necessário: adquirir "certificados de carbono, através de um programa global das Nações Unidas e do patrocínio à produção de energia renovável".
A pegada de carbono do Sea Life do Porto situa-se nas 1108 toneladas anuais, um cálculo em que foram incluídas "todas as emissões resultantes da atividade diária do centro, desde a energia e combustíveis consumidos, às deslocações de todos os seus visitantes e funcionários ao longo de todo o ano".