
António José Seguro
Global Imagens/Orlando Almeida
Em entrevista à SIC Notícias, o líder do PS disse não ter ficado surpreendido com a decisão de Cavaco Silva e voltou a explicar porque não podia ter recusado o apelo do Presidente da República.
O secretário-geral do PS afirmou hoje que respeita mas discorda da decisão do Presidente da República de manter o Governo em funções, embora já a esperasse, porque o chefe de Estado tinha afastado eleições antecipadas em setembro.
António José Seguro falava em entrevista à SIC Notícias, em que se pronunciou também sobre os motivos que conduziram à rutura no processo negocial com o PSD e CDS para a celebração de um acordo 'de salvação nacional' proposto por Cavaco Silva.
De acordo com o líder socialista, o Presidente da República valorizou, na comunicação que hoje fez ao país, o papel de cada um dos partidos no processo negocial e adiantou que já esperava as decisões por ele anunciadas.
«Já esperava porque o senhor Presidente da República, na primeira declaração que fez ao país, afastou as possibilidades de eleições antecipadas em setembro e um Governo de iniciativa presidencial», declarou António José Seguro.
O líder do PS falou também do processo negocial que decorreu durante a última semana para esclarecer que entrou «num processo de diálogo» com dois partidos e não num processo negocial com o Governo.
Seguro adiantou que não foi para este «diálogo» de mãos a abanar nem «com uma folha em branco». «Levei propostas muito concretas, fundamentas, realistas e que são todas do conhecimento dos portugueses», disse.
António José Seguro adiantou ainda que continua a achar que as eleições antecipadas seriam uma melhor solução para o país.