Sintra acorda "mais despida" depois da queda de árvores provocada pelo temporal

TSF
Na Volta do Duche, as velhas conhecidas Queijadas da Sapa ganharam uma vista mais desafogada para o Palácio Nacional da vila
Os passeios e a estrada já estão limpos. Contudo, com a queda de árvores provocada pelo vento, na madrugada desta terça-feira, a Volta do Duche passou a ter vista direta para o Palácio Nacional de Sintra. Nesta rua, moram as Queijadas da Sapa, a mais antiga fábrica de queijadas da vila, fundada em 1756.
Uma das trabalhadoras desta casa é Teresa Azevedo. Sem esplanada montada nem clientes à vista (por causa do temporal), a funcionária convida a TSF a entrar, para fugir da chuva e do vento. Mora em Sintra há 13 anos, e começa por lamentar o desaparecimento das árvores "centenárias" daquela rua. Reconhece que a entrada para a vila ganhou outra beleza, mas argumenta que estas árvores faziam parte "deste postal a que estamos habituados em Sintra, com esta natureza toda", pelo que a vila fica agora "um bocadinho mais despida".
Apesar de conhecer Sintra há mais de uma década, Teresa Azevedo assegura também que a queda das árvores deixou à vista alguns edifícios nos quais ainda não tinha reparado, na zona do Rio do Porto, e "outras casas também perderam alguma privacidade" por causa da queda das árvores na Volta do Duche. "Vamos descobrir coisas que não sabíamos que estavam tapadas", conclui.
Na terça-feira, as estações meteorológicas registaram ventos com uma média de 130 quilómetros por hora, no concelho de Sintra. Só no centro histórico caíram pelo menos 25 árvores, de acordo com as contas da Câmara Municipal.