Situação em Castelo Branco começa a ser "crítica". Autarca pede estado de calamidade

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O Presidente da Câmara de Castelo Branco apela ao Governo que decrete estado de calamidade, após serem registados "prejuízos avultados" no concelho. Leopoldo Rodrigues diz que a situação começa a ser "insustentável"
O presidente da Câmara de Castelo Branco avisa que a situação está a tornar-se "crítica" no concelho por causa da falta de luz e de água. Em declarações à TSF, Leopoldo Rodrigues diz estar preocupado com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e com os lares.
"Nós já tentámos mobilizar geradores, mas torna-se difícil encontrá-los porque são poucos e aqueles que existiam já estão afetados em outras áreas. Temos estado em contato com a E-Redes que tem mostrado vontade, mas também percebemos a impossibilidade de resolver todos os problemas", revela.
Não há, para já, uma previsão de quando é que será reposta a energia e a água. Há também falhas nas comunicações em várias freguesias do concelho. "Começamos a sentir esta situação como insustentável, principalmente na questão relacionado com os lares de idosos onde a situação pode se tornar bastante crítica", refere.
Leopoldo Rodrigues pede que seja decretado estado de calamidade. Ainda não é possível determinar os prejuízos que a depressão Kristin provocou no concelho, mas o autarca tem a certeza de que serão "avultados".
"Seria muito importante que o Governo decretasse o estado de calamidade. É urgente também para que as pessoas tenham alguma segurança, ou algum conforto, para que as populações saibam que o Estado está com elas e para que nós também nos possamos orientar naquilo que é a nossa ação enquanto autarcas na resposta às obrigações e na reparação dos danos", defende.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.