
Créditos: Paulo Cunha/Lusa
Em declarações à TSF, o autarca de Peonça-a-Nova, João Novo, adianta que ainda há 2500 pessoas sem energia no concelho
Mais de 2500 pessoas continuam sem energia em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco. Por isso, a Câmara de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, disponibilizou à população a piscina municipal para banhos e higiene pessoal.
"Ainda temos 37% do concelho sem energia, o que condiciona um universo de cerca de 2500 pessoas, por isso abrimos as piscinas e o pavilhão para banhos, para possibilitar esse conforto àqueles que não têm luz e se veem privados da sua higiene pessoal. Se for preciso também transportar alguém que não tenha condições de se mobilizar, nós também promovemos, se for necessário, esse transporte", explica à TSF o presidente da câmara de Proença-a-Nova, João Novo.
Numa nota publicada nas suas redes sociais, o município de Proença-a-Nova informa que o equipamento, normalmente encerrado nos domingos, pode ser aberto mediante solicitação, devendo os interessados contactar os números 932 740 004 ou 939 827 441.
"A piscina dispõe de balneários femininos e masculinos, garantindo condições adequadas, segurança e privacidade". A autarquia informa também que a qualidade da água das habitações mantém-se, apesar de poder verificar alguns constrangimentos, "não havendo qualquer problema no seu consumo".
O autarca deixa outro pedido aos munícipes, através da TSF, uma vez que muitas pessoas só têm acesso à informação através de um rádio portátil: "Geradores para podermos distribuir algumas lonas para as habitações que sofreram danos, é entregue no estaleiro municipal e depois a gestão é feita pela Serviço Municipal de Proteção Civil. Se os munícipes notarem que a sua localidade já tem energia, mas a casa não tem, devem contactar a E-Redes através do 800 506 506 ou da internet, identificando o número de contador e o contribuinte."
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de hoje para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
