"Vamos ajustar." Apesar do alerta vermelho, situação no Mondego está "controlada"

Artur Machado
À TSF, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente afirma que as situações mais preocupantes são no Tejo, Sado e Guadiana
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garante que a situação no rio Mondego está controlada. Apesar do portal Info Água, que pertence à APA, assinalar o rio com aviso vermelho, o presidente do organismo garante que não há qualquer motivo para alarme, até porque este aviso está dependente do caudal do rio e não da altura.
"Nós até se calhar vamos ajustar melhor a maneira de classificar esse alerta porque ele, acima de tudo, é altura do Mondego, do caudal do Mondego. Gostava que ficasse claro. A situação está controlada. Nós estamos a acompanhar minuto a minuto. A APA, a Proteção Civil, os municípios, está lá lá também o exército para que nada aconteça. Vamos esperar que todas as coisas corram bem, mas de facto a situação está controlada", garante José Pimenta Machado à TSF.
O presidente da APA faz ainda um balanço da situação dos principais rios do pais: "Menos preocupado. No Douro, a boa notícia é que o pico da maré de madrugada correu bem. Há ali uma pequena inundação em Miragaia, mas tudo muito controlado, sem danos. Amarante também. Há um alívio na Régua muito bom. Mas de facto eu diria que o Tejo, o Sado e o Guadiana, neste momento, há um alerta laranja da parte espanhola da bacia do Guadiana. Portanto, muita água vai circular ali. Os caudais na Foz do Guadiana, em Vila Real de Santo António, Castro Marim, Alcoutim vão aumentar. É outra situação que nos vai merecer atenção."
Pimenta Machado reconhece que a situação que vivemos com tantas tempestades seguidas é excecional e anuncia descargas em mais barragens.
"Há uma barragem que todos os portugueses conhecem, que é a barragem de Monte da Rocha, que nos últimos 15 ou 20 anos não passa dos 12% a 15% , e, nesta noite, no próximo fim de semana, ela vai fazer descarga da superfície porque ela está literalmente cheia. A mesma coisa em Santa Clara, no Mira. Creio que amanhã ou depois de amanhã, ela vai também fazer descargas porque está também literalmente cheia. Isto é para dar nota deste momento excecional que o país está a viver. Estamos todos nós, todas as equipas, a articular para minimizar os efeitos das cheias", explica.