
O escritor e poeta é apologista da decisão do novo Governo em entregar a tutela da cultura a uma Secretaria de Estado. Entende que é uma decisão realista dada a conjuntura do país.
«Não se pode falar em extinção porque as competências do ministro [da cultura] ficam com o primeiro-ministro. Uma Secretaria de Estado parece-me suficiente» para a política da cultura, disse Vasco Graça Moura em declarações à TSF.
Sobre a decisão de Francisco José Viegas ser o secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional, o escritor considera que «é uma escolha criteriosa». E explica as razões: «Ele tem todas as condições para compreender os problemas do sector. Falta saber se nesta situação de crise terá condições e meios para tomar algumas medidas».
Questionado sobre a falta de manobra que Secretaria de Estado da Cultura poderá ter em relação aos ministérios, Vasco Graça Moura admite que «a cultura é o parente pobre dos ministérios».
«É uma situação deplorável, mas que se compreende porque o Estado não tem que ser um produtor de cultura», conclui.