Vivemos cada vez mais. Misericórdias querem que o Estado reforce apoios para que se viva também melhor

Rio Tinto, 16/11/2018 - Quatro avós da Residência Sénior do Pinheiro Manso puseram mãos a obra e costuraram centenas de quadrados em crochê para o projeto "Mãos com Vida", que ao serem unidos para formarem mantas vão aquecer os dias frios das crianças que estão nas Casas da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Maria Cecília Magalhães (Ivo Pereira/Global Imagens)
Ivo Pereira/Global Imagens
O Estado ajuda com apenas 30% para as necessidades detetadas. Misericórdias convidam todos a refletir sobre os desafiops que se colocam com o aumento da esperança média de vida.
O Congresso das Misericórdias começa esta quinta-feira, em Albufeira, no Algarve. São três dias para trocar ideias e debater os novos desafios que estão a surgir, como o o aumento da esperança média de vida, que está a gerar uma população cada vez mais envelhecida e que precisa de novas respostas.
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, afirma que o financiamento às instituições fica muito aquém daquele que é necessário para combater estes problemas.
"As pessoas vêm até nós num estado de enorme fragilidade e, naturalmente, têm custos associados", referiu Manuel Lemos, indicando que o Estado comparticipa apenas cerca de 30% das necessidades.
"É extremamente importante o reforço da economia social no nosso país. O Estado tem de fazer um esforço no sentido de que esse apoio suba", defendeu, em declarações à TSF.
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Vivemos mais. Agora é preciso melhorar a qualidade de vida nesses anos .Manuel Lemos lembra que os tempos estão a mudar muito rapidamente que as novas tecnologias poderão também dar um contributo para as respostas necessárias.
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O Congresso das Misericórdias, que arranca esta quinta-feira, tem como objetivo refletir sobre a construção de novos caminhos. Ao longo dos três dias, investigadores, empresários e políticos são convidados a intervir.
O presidente da União das Misericórdias defende que os novos desafios precisam da colaboração de todos. "É um congresso aberto para quem quiser vir refletir."
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O congresso irá contar com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.