"Gostaria que este livro fosse lido por todas as gerações"

"Sombras de uma Azinheira" é o quarto romance de Álvaro Laborinho Lúcio e foi lançado durante o festival Corrente de escritas, na Póvoa do Varzim.

"As sombras de uma azinheira", o último romance de Álvaro Laborinho Lúcio, parte da madrugada de 24 de Abril de 1974 para uma viagem de 90 anos, ora ao passado, ora ao futuro. "Não sei bem o que é isso de uma geração do 25 de Abril", reflete o autor, que dá vida a um pai e a uma filha, narradores à vez , "num puro romance" em que João Aurélio, e Catarina, as duas personagens principais, desassossegam as sombras que permanecem do antes e no Depois do 25 de Abril.

"Mais do que um retrato, é um filme", sugere o autor, que chega mesmo a fazer um intervalo na narrativa, para distanciar leitores e personagens e voltar a lembrar que a narrativa segue todas as regras de um romance puro e duro, não vá algum leitor mais distraído pensar tratar-se de algo mais próximo de um ensaio.

Inspirado num dos versos de Grândola Vila Morena, "à sombra de uma azinheira / que já não sabia a idade", nasce o nome do livro "Sombras de uma Azinheira", em nome das "sombras, interrogações e inquietações que sobram do 25 de Abril". Foi, de resto, a proximidade do cinquentenário que desassossegou Laborinho Lúcio, no propósito de "celebrar Abril numa projeção de futuro, sem ficarmos agarrados ao passado. 50 anos de uma data como esta tem um significado extraordinário, não caminhemos para fazer a festa naquele dia, que é sempre desejável e deve acontecer, mas depois acabando por ficar retidos nela".

Portugal é, na verdade, a "figura principal do romance", que nos confronta com 3 sombras maiores "velhice, justiça, educação".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de