"Hamster Clown", uma peça de teatro sem texto adaptada a cegos

Às pessoas invisuais que vão ver a peça é-lhes permitido entrar mais cedo, tatear os adereços e depois, no espetáculo, com um auricular, ouvir a audiodescrição.

O espetáculo não tem palavra. Apenas um ator em palco: Rui Paixão, o primeiro português que integrou o Circe du Soleil, as figuras fantásticas que aparecem em cena e imagens de vídeo. Este sábado, a peça "Hamster Clown" sobe ao palco e tem a particularidade de ser também destinada a invisuais.

"O que queremos é incluir toda a gente, que ninguém deixe de ir ao teatro por uma condição que tenha", afirma à TSF o encenador Ricardo Neves-Neves.

Às pessoas invisuais que vão ver a peça é-lhes permitido entrar mais cedo, tatear os adereços e depois, no espetáculo, com um auricular, vão ouvindo Anaísa Raquel, a tradutora que fará a audiodescrição.

"É descrever todos os movimentos e ações, todos os elementos de cenário", explica.

A intenção é que quem está a ouvir crie a própria opinião acerca do espetáculo, sem que o áudiodescritor faça qualquer comentário subjetivo.

"Temos um trabalho enorme para dizer toda a ação o mais rapidamente possível ", acrescenta.

"Hamster Clown" transporta o espectador para um cenário fantástico de estátuas renascentistas, polvos gigantes, enxames de abelhas e corujas assustadoras. Uma história em que um rato evolui e se transforma em homem, sempre a tentar libertar-se. Depois dos espetáculos no Cine-Teatro Louletano, "Hamster Clown" vai passar por Ovar, Odivelas, Braga e Ílhavo.

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