Ministra sobre obras de arte do Estado: "Não estão desaparecidas, estão por localizar"

Entre as peças de arte sob a guarda do Estado que se encontram perdidas, há obras de artistas como Júlio Pomar e Vieira da Silva.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmou, esta segunda-feira, que as 170 obras de arte perdidas pelo Estado não estão "desaparecidas", mas, sim, "por localizar".

Na última semana, o jornal Expresso noticiou que havia 170 obras de arte da Coleção Secretaria do Estado da Cultura que estavam desaparecidas.

A coleção, que começou a ser reunida em 1976, deveria ter à sua guarda 1367 obras, mas muitas peças foram sendo cedidas sem controlo e a localização de várias delas foi perdida.

De acordo com o Expresso, entre as várias peças desaparecidas estão obras de Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis, Vieira da Silva, Gérard Castello-Lopes, Helena Almeida, Abel Manta, António Dacosta, Fernando Lanhas, Graça Morais, José de Guimarães, Pedro Proença, Rosa Ramalho, entre muitos outros artistas nacionais e estrangeiros.

Esta segunda-feira, a ministra da Cultura fez questão de sublinhar que as obras em causa não estão "desaparecidas", apenas falta "localizá-las"

"Essas obras não estão desaparecidas", declarou Graça Fonseca. "Podem estar em gabinetes, podem estar em direções regionais, podem estar em ministérios,... Nós sabemos que há diferentes locais tipicamente públicos onde essas obras estão", referiu.

"Ao longo dos anos, houve uma política de empréstimos a diferentes instituições, normalmente públicas. O trabalho que a Direção-Geral do Património Cultural tem estado a fazer é, local a local, identificar onde estão, com os meios ao nosso dispor", concluiu.

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