Músicos vendem instrumentos para sobreviver. Trabalhadores da cultura manifestam-se em Lisboa

Sandra Faria explica que há "130 mil trabalhadores a viver uma tragédia" no setor da cultura.

Os trabalhadores da cultura manifestam-se este sábado no Campo Pequeno, em Lisboa, num protesto é organizado pela Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE). A presidente da associação, Sandra Faria, afirma, em declarações à TSF, que este protesto é um grito de ajuda.

"Isto é um alerta grande de colapso que a cultura está a viver neste país. É preciso os políticos e os decisores políticos assumirem se querem salvar a cultura ou não. A cultura é um bem essencial para a nossa saúde mental, para a nossa vida", sustenta.

Sandra Faria explica que há "130 mil trabalhadores a viver uma tragédia" e, acrescenta, "temos pessoas a mudar de profissão, temos músicos a vender instrumentos para conseguirem sobreviver", sublinhando que houve uma quebra de 87% nas atividades culturais, relativamente ao ano passado.

Os profissionais da cultura pedem, por isso, apoios urgentes, alguns a fundo perdido: "Há que subsidiar a fundo perdido este setor da cultura, para as empresas não fecharem, para não haver mais despedimentos, para conseguirmos continuar a trabalhar. Exigimos que dessa bazuca económica que vem da União Europeia venha uma percentagem para a cultura e que haja apoios a nível da banca, do crédito, com taxas de juro, com spreads de 1%, com períodos de carência de um ano e meio, pelo menos, porque o que está a passar é que as empresas e as pessoas se estão a endividar para conseguirem sobreviver."

A manifestação dos promotores de espetáculos vai decorrer na Praça de Touros do Campo Pequeno às 10h30 e seguirá as regras de um espetáculo.

"A manifestação é organizada como se de um espetáculo se tratasse, com as regras sanitárias impostas pela DGS para as salas de espetáculo. Quando cada pessoa entra recebe um bilhete e tem um lugar marcado, com distanciamento social, tem organização da circulação, higienização das mãos", remata.

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