"Não criar expectativas e deixar fluir." O festival em que se sente "calor humano"

Apesar de algum calor, os festivaleiros do Super Bock Super Rock suspiram de alívio por não estarem temperaturas tão altas como nos últimos dias para poder aproveitar tudo o que o festival oferece do lado de fora do Altice Arena.

A visão de quem entra no recinto é de bastantes jovens de copo na mão a dançar ao som da música exterior. Muitos trouxeram um leque como acessório indispensável para suportar a brisa quente que se sente.

Com quatro palcos no recinto e 17 artistas diferentes que vão atuar, não falta música para se ouvir nesta sexta-feira no Super Bock Super Rock.

Na opinião de Johanna Neto, festivaleira que veio da Figueira da Foz, "há pessoas que podem achar que o ambiente vai ser diferente" [por o local ter sido mudado], mas considera que "as pessoas vão adorar na mesma".

Apesar de ter vindo ver Nathy Peluso e C.Tangana, Johanna Neto assume que "vale sempre a pena estar num ambiente destes" pelo "calor humano que se sente quando se está aqui dentro".

"O melhor é sempre não criar expectativas que é para deixar fluir aquilo que for bom", aconselha a festivaleira.

Perto do palco LG , o palco exterior, a TSF encontrou duas amigas a aproveitar a música dos ensaios em redor antes de desfrutarem dos concertos de C. Tangana e Nathy Peluso, há tanto aguardados.

"Ela está há meses a falar disto." São as palavras de Carolina Preto, em relação ao entusiasmo que a amiga sente sobre a noite desta sexta-feira.

Jéssica Araújo, de 21 anos e a verdadeira fã dos artistas, já que a amiga só a veio acompanhar, acredita que terem mudado o festival da Herdade do Cabeço da Flauta para o recinto do Parque das Nações "deve ter sido muito difícil", mas garante que o ambiente que se vive no recinto faz com que pareça um festival menos urbano.

Apesar de considerar que no Meco "o festival era diferente", diz que "o que importa é que houve e não cancelaram" e que, no final do dia, o que importa são os artistas que atuam no festival.

O entusiasmo é real e a ansiedade cresce a cada hora que passa para ver os C. Tangana, cabeça de cartaz desta sexta-feira, que atua no palco Super Bock pelas 22h00. A prova desse entusiasmo é o grupo de cinco festivaleiros que a TSF encontrou sentados na fila da frente do palco Super Bock e com cinco horas de espera até o concerto que todos desejam ouvir.

Conheceram-se no autocarro de Braga até Lisboa e entraram no recinto juntos. Até fizeram uma corrida para a fila da frente do palco, não fosse alguém lhes tirar o lugar.

Sentaram-se juntos mesmo à frente do palco e ali ficaram a conviver. Dizem que trouxeram tudo o que precisam para não ter de sair do lugar que conseguiram: água, cerveja, um powerbank, comida e boa disposição fazem parte do kit "fila da frente".

Para a maior fã do C. Tangana do grupo, Ângela Monteiro, que veio de propósito com uma amiga para ver o rapper, a mudança de local do festival "até foi melhor" dada a situação de contigência que Portugal vive até domingo.

O recinto do Altice Arena, principal palco do Super Bock Super Rock é "mais seguro" e "mais fresco para estar à espera", refere a bracarense.

Este ano o Super Bock Super Rock "soa menos a festival de verão" por uma parte ser em espaço fechado, assume Telma Torres, uma das festivaleiras do grupo. No entanto, as amigas admitem que a localização do evento era "indiferente" já que vieram especificamente para a atuação do C. Tangana.

As expectativas para o concerto do cabeça de cartaz estão altas e as jovens que o vão ouvir ao vivo pela primeira vez, aguardam uma atuação "cheia de músicos e convidados, porque ele costuma trazer muita gente" e esperam que seja "um ambiente muito intenso".

Outra artista que os festivaleiros esperam que faça um ótimo concerto é Nathy Peluso. Para Johanna Neto, a cantora argentina é "das melhores [artistas] e que pouca gente reconhece".

O palco Super Bock vai acolher esta noite C. Tangana, Nathy Peluso e Dababy, os três artistas mais esperados pelos espectadores.

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