"Welcome 2 America." Primeiro álbum póstumo de Prince sai esta sexta-feira

Conta-se que há mais de oito mil canções no cofre de Paisley Park.

"Welcome 2 America", um álbum de 12 faixas, concluído em 2010, e arquivado por razões desconhecidas, apresenta uma visão profética das lutas sociais e do racismo, que tanto têm marcado a atualidade nos Estados Unidos.

Prince, que morreu a 21 de abril de 2016, aos 57 anos, devido a uma overdose de fentanil, não sabia, mas seguramente imaginava, que anos após a sua morte, a sua cidade natal, Minneapolis, viria a explodir numa fúria de protestos após o assassinato de George Floyd. É quase como que se Prince soubesse que "Welcome 2 America" significaria mais em 2021 do que quando foi gravado.

Ouça aqui "Hot Summer", o tema que foi conhecido poucos dias antes da edição de "Welcome 2 America"

Neste álbum póstumo de Prince também é abordada a fragmentação política, a desinformação, e os perigos da tecnologia e das redes sociais. Desde logo, no tema título, Prince lamenta o poder gigante, na sociedade americana, do iPhone e da Google. O músico, que não tinha Smartphone e que memorizava os números de telefone necessários, sempre falou da falta de liberdade das pessoas quando se deixam algemar pela tecnologia e pelos dispositivos.

Escute o tema que dá título ao novo trabalho de inéditos de Prince:

Conta-se que há mais de oito mil canções no cofre de Paisley Park. A revelação do vasto tesouro musical do autor de "When Doves Cry" é um assunto delicado. Prince controlava o seu trabalho, a sua imagem e a sua enigmática personalidade cuidadosamente construída.

Prince, que geria a sua propriedade, agora nas mãos da irmã e de cinco meios-irmãos, nunca foi claro sobre as suas intenções do que fazer com o seu trabalho não editado: à pergunta da revista Rolling Stone, em 2014, sobre o que queria para o seu trabalho após a sua morte, Prince disse apenas: "Não penso no depois."

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