Apanhar o barco quando quiser? Táxis fluviais entre Lisboa e Margem Sul arrancam este verão

Mais de uma dezena de postos de embarcação deverão ficar disponíveis para o serviço de barcos-táxi.

Vão passar a existir táxis fluviais a fazer a ligação entre entre Lisboa e a Margem Sul do Tejo já a partir do próximo verão. O projeto Rede Cais do Tejo, que é apresentado esta quarta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa, vai permitir que seja possível a qualquer pessoa apanhar um barco sem hora marcada.

A medida foi proposta pela atual vereadora do PSD Teresa Leal Coelho, na sua candidatura à presidência da autarquia, em 2017, e agora a autarquia de Lisboa assegura que estão asseguradas todas as condições para que os táxis fluviais no Tejo avancem já no verão deste ano.

"Eu, pessoalmente, conto, já no próximo verão, poder deslocar-me num táxi fluvial para o outro lado do rio, para ir à praia, deixando o meu automóvel junto a casa. Seguramente, não é uma miragem", disse Teresa Leal Coelho à TSF.

"É um anseio de todos. Não me parece que haja algum cidadão em Lisboa ou do outro lado do rio que não tenha esta vontade de ver o Tejo dinamizado e de utilizá-lo - como é feito em muitas outras cidades na Europa e fora da Europa", prosseguiu.

O projeto implicará, no entanto, a recuperação de postos de acostagem nas duas margens do rio.

"Agora que criámos estas condições, o que falta são as infraestruturas. Muitas delas já estão lá, mas em ruínas, e vão ser reabilitadas", explicou a vereadora social-democrata.

No total, deverão ficar disponíveis mais de dez locais de embarcação: do lado de Lisboa, serão na marina do Parque das Nações, no Cais da Matinha, no Terreiro do Paço, no Cais do Sodré, no Cais Gás, em Alcântara e em Belém; na Margem Sul, serão nos cais de Cacilhas, Ginjal, Trafaria, Porto Brandão, Barreiro, Seixal e Montijo.

Numa segunda fase, o projeto poderá abranger também a recuperação de cais nos concelhos de Oeiras, Loures, Vila Franca de Xira e Alcochete.

De acordo com o JN, a utilização destas infraestruturas depende de acordos com a Transtejo e com a administração do Porto de Lisboa e o início da atividade estará sempre condicionado pelo registo no Turismo de Portugal e na capitania do Porto de Lisboa.

Abre-se assim a porta a serviços como a Uber Boat (serviço de transporte fluvial de passageiros através de uma aplicação eletrónica), com quem a Câmara Municipal de Lisboa já esteve reunida.

"Por enquanto, em termos mais formais, [a Uber] foi o operador com quem reunimos. Já registámos a manifestação de interesse de outras plataformas de táxi, mas só futuramente é que iremos sentar-nos à mesa de negociações, para ver quais as condições e envolver todos neste processo", adiantou Teresa Leal Coelho.

Também os valores cobrados aos utilizadores pelas operadoras por este serviço terá de ser alvo de discussão com a autarquia de Lisboa, que explica que os mesmos serão definidos "em função da oferta e da procura, seja em táxis individuais ou táxis partilhados". Teresa Leal Coelho esclarece, no entanto, que os preços deverão ser "competitivos" e não "exclusivamente turísticos".

"Estamos a falar de um serviço complementar ao serviço que é prestado pela Transtejo. Não me parece que haverá, para já, um impacto, mas, no futuro, a concorrência ditará quais serão as regras", concluiu a vereadora.

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