CAP deixa de fora PAN e BE em debate sobre agricultura

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) organizou uma mesa redonda com os partidos políticos para debaterem os programas eleitorais.

A CAP convidou seis partidos para, na sede da organização, esta quarta-feira, ser debatido o que cada força política defende para um futuro Governo, depois das eleições de 30 de janeiro.

Luís Mira, secretário-geral da CAP, justificou porque não convidou o PAN e o Bloco de Esquerda (BE): "Os dois partidos que aqui não estão são anti-agricultura, anti-mundo rural, não ganhávamos nada em tê-los aqui, não iam esclarecer nada de positivo para o setor agrícola".

Já momentos antes, o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, tinha dito que o setor vive um momento difícil, "estamos asfixiados fiscalmente, esmagados energicamente e dependentes, não tarda muito, em alimentos. Como é possível, face a um quadro como este, alimentarem-se internamente políticas que são divisionistas, animalistas radicais e até sociologicamente retrógradas?", pergunta.

Eduardo Oliveira e Sousa denuncia que "cortaram o setor às postas. Usam o setor com visões de equilíbrio social que na nossa opinião são virtuais e desligadas da realidade".

Do lado dos partidos presentes, o PSD, pela voz de João Paulo Gouveia, defende que "deve ser reconstituído o ministério da agricultura, um ministério que possa reintegrar a agricultura, a floresta e a pecuária".

Para o PCP, João Dias, disse que "precisamos de um Ministério da Agricultura forte, com estruturas, que possa dizer e definir: são estas as produções que nós queremos e combater a desigualdade que existe na balança alimentar".

Quanto ao CDS, a burocracia que os agricultores enfrentam tem que ser combatida. "Tem que ser um ministério que centralize e que tem que dar a resposta imediata ao agricultor", defende Francisco Palma.

No Chega, Pedro Frazão, pede um ministro da agricultura para o partido, "a par da justiça, da Segurança Social e da Administração Interna, são as quatro pastas que para o Chega são as mais importantes".

A Iniciativa Liberal (IL) defende uma aposta no regadio "para a redução da sazonalidade, da desertificação e a gestão das águas superficiais", salienta Carla Castro.
Em nome do PS, a atual ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, destaca os 10 mil milhões de euros da PAC (Politica Agrícola Comum) mas também o Plano de Recuperação e Resiliência que "vão injetar nas florestas 615 milhões de euros".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de