Centeno acredita que economia dos países europeus vai recuperar até ao final de 2022

Ministro português reconhece que as negociações para o fundo de recuperação vão ser muito difíceis, mas manifesta o desejo de que haja acordo antes do verão, para dar garantias.

Até ao final de 2022, a economia da maioria dos países europeus vai voltar aos níveis em que estava no final de 2019, antes da pandemia da Covid-19. É a expectativa do ministro português das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, em entrevista ao jornal alemão Welt am Sonntag.

"Podemos estar certos de uma recuperação económica relativamente rápida", garantiu Mário Centeno.

O ministro português reconhece que as negociações para o fundo de recuperação vão ser muito difíceis, mas manifesta o desejo de que haja acordo antes do verão, para dar garantias aos cidadãos, empresas, mercados e também para dar credibilidade à resposta europeia.

"[As pessoas] Temem pela sua saúde e pela segurança: isto é uma questão de vida ou de morte. As pessoas perderam os seus peis, as suas mães e os seus avós nas últimas semanas e estão extremamente sensíveis em relação a esta questão - e, com razão, têm uma expectativa de solidariedade por parte da União Europeia", explicou o ministro das Finanças.

Mário Centeno frisa que uma crise sanitária não deve destruir os modelos sociais europeus. São necessárias reformas, mas não as políticas que foram adotadas durante a crise da dívida soberana. Isso seria fora do contexto.

"Iremos todos sair desta crise com dívidas mais elevadas. Foi assim na última crise e vai acontecer novamente desta vez. E precisamos de conseguir gerir esta dívida, daí que seja tão importante que a Europa crie um fundo de recuperação que nos ajude a distribuir os custos da crise ao longo do tempo", sublinha o presidente do Eurogrupo.

O ministro português lembra que nem toda a Europa tem o poder de fogo da economia alemã, mas diz acreditar que, até ao final de 2022, a maioria ou mesmo a totalidade dos países vai regressar aos mesmos níveis de PIB que tinham no final de 2019.

"As negociações no Conselho Europeu serão muito complicadas. Nem todos os países têm a robustez financeira da Alemanha, para combater uma crise como esta. Acredito que o presidente [do Conselho Europeu], Charles Michel, terá ao seu dispor suficientes itens para usar na negociação, para conseguir produzir um bom compromisso", acrescentou Centeno.

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