Centeno fica: "Nunca ninguém me ouviu enjeitar essas responsabilidades"

O Orçamento do Estado deve entrar em vigor a 1 de abril e a possibilidade de retificativo será "avaliada a todo o momento".

Chamado a Belém, em dia de promulgação do Orçamento, Mário Centeno garante que mantém as "responsabilidades" como ministro das Finanças e como Presidente do Eurogrupo.

"Devemos estar focados na resposta à crise e não alimentar folhetins", respondeu, num primeiro momento, aos jornalistas, no Palácio de Belém, para depois acrescentar "nunca ninguém me ouviu enjeitar essas responsabilidades".

"Tenho essas responsabilidades, existem e esse é o foco, todos devemos gastar as energias apenas focados na resposta à crise e não a alimentar folhetins que só interessam aos que desenham", disse o ministro das Finanças.

Centeno que também preside ao Eurogrupo prometeu que "a resposta europeia não vai ter limites e vai ser muito solidária. É a minha determinação enquanto governante em Portugal e presidente do Eurogrupo", disse acrescentando que, ainda esta semana, vai ser conhecido o diploma para facilitar compromissos financeiros de clientes de crédito e que o Governo espera tenha um "impacto de estabilização da economia".

O ministro das Finanças avisou que "não há certeza nestes cenários. Se a ação não for concertada neste sentido, então nem estes cenários se vão concretizar. Este deve ser o foco da nossa ação".

"Do comportamento desta semana, vai depender se atingimos ou o pico desta crise sanitária quando as autoridades o preveem entre 9 e 14 de abril. Se assim, for e o nosso comportamento responsável tiver sucesso, podemos a partir daí ver uma redução do número de casos e uma estabilização sanitária para que num prazo que se prevê possa consumir quase todo o segundo trimestre, uma nova possibilidade de retomar a normalidade", lembrou Centeno num apelo já antes deixado pelo Primeiro-Ministro.

OE 2020 em abril, retificativo logo se vê

Mário Centeno prevê que o Orçamento do Estado para 2020 entre em vigor em 1 de abril, depois de o Presidente da República ter promulgado o documento e adianta que, para já, esse documento "tem margem" para acomodar as despesas com o combate à Covid-19.

O ministro das Finanças explicou que "a possibilidade do retificativo existe e será avaliada a todo o momento pelo Governo mas que até lá existe margem no Orçamento que vai entrar em vigor a 1 de abril".

Centeno admitiu que a execução orçamental de 2020 "é a mais desafiante de todas as últimas", e que terá de ser feita "dentro de um quadro que passaria pela promulgação deste Orçamento e da sua publicação".

"A situação financeira do país requer os cuidados que a situação do seu enquadramento lhe exigem, ou seja, nós temos que ser conscientes da necessidade de agir, da necessidade de dar liquidez à economia", disse o ministro das Finanças.

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