CEO da Altice pede demissão do presidente da Anacom

Alexandre Fonseca afirma que Cadete de Matos "está a mais" e pede ação "a quem de direito". Altice junta-se à Vodafone ao ponderar não concorrer ao leilão de 5G. Setor vive clima de guerra aberta.

O presidente da Altice Portugal pede ao governo que demita o regulador das telecomunicações. Sem se referir de forma explícita ao executivo, Alexandre Fonseca deixou esta tarde "um repto a quem de direito, quem de responsabilidade" para que "observe o que se passa no setor e que não tenha medo de agir perante um regulador que destrói valor e está a mais no setor das telecomunicações".

Falando no Encontro Nacional de PMEs das telecomunicações, Alexandre Fonseca acrescentou fez subir de tom a guerra que opõe a autoridade das comunicações (Anacom) às três operadoras, afirmando que João Cadete de Matos não tem condições para continuar a ser presidente da autoridade reguladora, cargo para o qual "é preciso razoabilidade, equilíbrio, conhecimento e competência, é preciso um conjunto de atributos que o presidente da Anacom não tem.

Dizendo que a Altice se sente hoje "ameaçada e comprometida, como o restante setor, pelas posições e decisões desastrosas da Anacom, e em particular do seu presidente", o presidente da operadora acusou Cadete de Matos de ter atrasado o país, afirmando que "existem hoje 17 países europeus que já têm 5G ativo. Portugal está na cauda da Europa e a coincidência é que isso aconteceu desde que este presidente da autoridade das comunicações assumiu funções".

Alexandre Fonseca reafirmou que a empresa está a rever os investimentos no país e considerou que Cadete de Matos tem um "objetivo egoísta de protagonismo" por estar muito mais presente na comunicação social, através de entrevistas, que os reguladores de outros setores.

A Altice, que juntamente com os outras telecom é muito crítica das regras do 5G, "pondera não ir a concurso", e o CEO afirma que seria "uma vergonha para o setor e para o país se o leilão ficar vazio de participantes ou se o espectro atribuído ficar muito aquém do disponível".

As regras do leilão obrigam os operadores a cederem rede a outros novos que queiram entrar. Empresas que na opinião do CEO da Altice, serão "operadores parasitas, que não investiram um euro em Portugal".

Para Alexandre Fonseca, os impactos das regras do leilão de 5G serão "devastadores para a economia, para a sociedade e para o emprego".

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